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Acessibilidade (a11y)

Acessibilidade (a11y — o "11" é o número de letras entre o "a" e o "y") é construir sites que qualquer pessoa consegue usar — incluindo quem usa leitor de tela, navega só com teclado, tem daltonismo ou visão reduzida.

Não é filantropia: é requisito legal em muitos países e boa prática de UX para todos. Um site acessível é também mais fácil de usar no celular, em ambientes com luz forte, com mouse quebrado.

Os cinco pilares do dia-a-dia:

  • HTML semântico<button> para botão, <a> para link, <nav>, <main>, <h1>-<h6>. Não inventa com <div onClick>.
  • Contraste — texto legível no fundo. Mínimo 4.5:1 para texto normal. DevTools tem ferramenta para checar.
  • Foco visível — quem navega com Tab precisa ver onde está. Não remova o outline sem oferecer alternativa.
  • Labels em inputs<label htmlFor="email"> associado ao input. Placeholder não é label.
  • alt em imagens — vazio (alt="") para decorativas; descritivo para conteúdo.

ARIA (Accessible Rich Internet Applications) é o "superset" para componentes customizados. Só use quando o HTML nativo não der conta — a primeira tentativa deve ser a tag certa.

Esse próprio site aplica essas convenções. Use Tab para navegar e veja o anel de foco; tente um leitor de tela (NVDA no Windows é gratuito, VoiceOver no Mac) na página /trilhas/programacao-do-zero — o resultado faz a diferença toda valer a pena.

// recursos