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Remotos: fetch, pull e push

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Até agora tudo viveu na sua máquina. Um remoto é uma cópia do repositório em outro lugar - normalmente no GitHub - que serve de backup e ponto de encontro com outras pessoas. O remoto padrão, criado no clone, se chama origin.

Se você começou com git init (sem clonar), conecta o remoto assim:

git remote add origin git@github.com:usuario/projeto.git
git remote -v            # lista os remotos configurados

Três verbos movem dados entre você e o remoto. push envia seus commits:

git push -u origin main   # -u liga a branch local à remota (só na primeira vez)
git push                  # depois disso, basta isto

fetch baixa novidades do remoto sem mexer no seu trabalho - você inspeciona antes de integrar. pull é fetch + merge num passo só: baixa e já junta na sua branch atual:

git fetch origin          # baixa, mas não altera suas branches
git pull                  # baixa E integra na branch atual
  • origin é o apelido do remoto principal (definido no clone).
  • push envia; fetch baixa sem integrar; pull baixa e integra.
  • push -u conecta a branch local à remota uma vez; depois só push/pull.
  • HTTPS ou SSH? SSH (com chave) evita digitar senha toda hora - vale configurar cedo.

Dica: sempre dê git pull antes de começar a trabalhar e antes de dar push. Se alguém enviou algo enquanto você codava, o push é recusado com "rejected" - um pull (resolvendo eventuais conflitos) destrava. Nunca use push --force numa branch compartilhada sem ter certeza absoluta.

Com remotos entendidos, vamos ao fluxo que move o open source: fork e pull request no GitHub.

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